31 de outubro de 2009

Vagas?

Após algumas semanas ausente, volto a escrever. Volto com a seguinte questão em mente:
O que leva um bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo e especialização latu sensu em Comunicação Empresarial e Institucional a buscar outras formas de subsistência?

A resposta é simples. Não há espaço para todos os profissionais. Por isso, é necessário, para os que ainda mantêm o desejo de exercer a profissão de comunicador, seja na imprensa ou nas empresas, que se criem as oportunidades.

Muitas vezes as chances não serão criadas pela hierarquia, mas serão fruto das ações pioneiras de funcionários pró-ativos. Contudo, na maior parte das vezes, as vagas sequer serão criadas. Como fazer, então?

Os concursos públicos são uma eterna boa opção. Não dependem de Q.I., não requerem anos a fio de experiência e, normalmente, oferecem salários atrativos. Claro que para conseguir uma colocação se deve estudar muito, mas depende só do candidato.

Quem sabe não seja o caminho para nós, que não temos Rabo Preso com ninguém?!

28 de setembro de 2009

O homem cria condições que ele mesmo não utiliza...

Reflexões sobre a evolução tecnológica!

McLuhan afirma que os meios são extensão do homem. Baseado nesse conceito, é possível afirmar que o homem é que evoluiu, sendo a evolução tecnológica uma conseqüência do avanço humano.

blig.ig.com.br
Entretanto, o homem ainda não aprendeu a usar, em seu próprio benefício, as inovações que vieram com tanta tecnologia, sobretudo na comunicação. E os que acham que os meios tradicionais são obsoletos não enxergam algumas facetas obscuras dos meios em geral.
Deve-se ressaltar que a mídia tradicional tem a capacidade de ser tão interativa quanto aos novos meios, mas seu potencial também é subaproveitado. Um programa de rádio ou televisão, por exemplo, pode ser interativo, sim. Os meios impressos também. A grande questão é saber se os detentores dos meios querem ser tão interativos.

Afirmar de modo categórico que a Internet trouxe tal interatividade também pode ser um equívoco. Até que ponto se pode afirmar que uma mídia é democrática se, em muitos dos fóruns que existem, as mensagens do internauta serão avaliadas antes de sua publicação?

Os conteúdos também podem “subir” às páginas de modo a privilegiar determinados pontos de vista, em detrimento de outros. Falar sobre participação e meios de comunicação é um pouco complicado no Brasil. Basta estudar a história da Comunicação aqui.

Entre mortos e feridos, é inegável que, acima de todos os outros, a Internet é o meio que pode propiciar maior participação, gestão democrática dos conteúdos e discussão sobre os rumos a serem tomados, o que não significa que já o seja hoje. É preciso avançar mais.

7 de setembro de 2009

Independente do quê?

Foto: familycourtchronicles.com
O Brasil comemora mais um ano de independência. Mas do quê? Ou de quem?

Em quase 190 anos de governo independente, não conseguimos nos libertar da servidão da desigualdade, exacerbada nos grandes centros.

Ainda somos uma república de bananas, que não investe o suficiente na educação de base e que no topo deixa seus cérebros imigrar para países como o Canadá.

Não existe independência na saúde. O serviço público é um caos, mas os serviços particulares deixam a desejar também.

Isso sem falar da segurança pública, que sofre um processo oculto de privatização. A maior parte das empresas de segurança tem como proprietários os coronéis das PM's de todo o Brasil. Claro, estão registradas em nome de laranjas.

As grandes fusões bancárias servem aos interesses de poucos. Concentram o crédito e caracterizam um cartel sem escrúpulos dos quais o setor (realmente) produtivo fica refém. Para que serve o CADE? Cadê o CADE?! Deviam ir para a CADEia junto com os banqueiros.

Além disso, temos a multiplicação das inverdades se proliferando na grande mídia. O jornalismo serve apenas aos interesses dos poderosos. Seu caráter funcionalista pinta com as cores do país do futuro uma nação que só se vê nas telas de TV.

Existem dois Brasis. Um que é o mundo encantado da burguesia. Outro que não vive, mas agoniza e espera pelo dia em que alguma revolução, liderada por algum líder que ainda venha a nascer, leve a cabo um processo de indepêndencia dos que controlam e mandam neste país.

9 de agosto de 2009

Tempo: o desafio do novo século

Foto: Alex de Souza

O tempo, todos sabem, está cada vez mais escasso. Isso tende a piorar.

Os meios de comunicação, em vez de aumentar, fizeram com que se tornasse ainda mais fugidio. As semanas não passam, voam.

O excesso de informação, dizem alguns, desinforma.

Na última semana li muito sobre Sarney, Gripe Suína e sobre Honduras, mas não me considero informado.

Como diria Raul Seixas, "não preciso ler jornais, mentir sozinho, eu sou capaz". Será que o que lemos lá nos grandes jornalões é a verdade? Só o tempo dirá.

Talvez antes que imaginemos, afinal, ele está mais rápido. Só não sei se mais verdadeiro, mais leal.

O tempo se assemelha às águas de um rio: passam para não mais voltar. Não obstante, trazem consigo os sedimentos de lugares longínquos, respostas e uma imagem singular, nunca vista antes daquele momento particular.

26 de julho de 2009

Expansão São Paulo é uma ilusão!

Foto: pslumiar.blogs.sapo.pt
Há algumas semanas, no blog Sem o Rabo Preso, a amiga Renata esbravejou por causa da situação caótica do trânsito em São Paulo.

Bem, já faz algum tempo, mas vivi por pouco tempo em Lisboa, Portugal. Lá, diferentemente daqui, o transporte é encarado como um dever do Estado. Tanto é verdade que parte dos custos de transporte são subsidiados por ele.

Foto: tvi24.iol.pt
E quem pensa que, por estar na Europa e fazer parte da comunidade, o país nada em rios de dinheiro, afirmo que está enganado. A diferença é que o Estado pensa um pouquinho mais nos seus, o que faz uma enorme diferença. Bem, vamos aos números.


Dados físicos

Lisboa tem pouco menos de 500 mil habitantes (metade da população de Campinas), mas em uma área de 84 km². Entretanto, possui 40 quilômetros (ou quilómetros, como diriam os gajos alfacinhas) de linhas de metro com 46 estações (lá não é metrô, é metro mesmo, como a fita métrica). Isso mesmo! E são 64 quilômetros de linhas de comboios (trens, mas pronuncia-se o primeiro "O" de modo aberto: "combóios") na região metropolitana da capital.

São dados crus, frios. Entretanto, já mostram a dimensão da diferença. O Estado de São Paulo, segundo informações oficiais, possui 60 quilômetros de metrô e 240 de linhas de trem. São Paulo é 20 vezes maior que a população lisboeta, mas se compararmos as duas regiões metropolitanas, são 25 milhões aqui para 3 milhões de habitantes lá.

Admito que o desafio é muito maior aqui, mas isso não pode servir de desculpas para nós. Para ninguém dizer que estamos a bater em bêbado, vou comentar, e bem rapidinho que é para não dar mais vergonha, que Nova Iorque, com a qual os paulistanos adoram fazer comparações, tem apenas:

1142 quilômetros de metrô. E quase 500 estações. Nem vou procurar saber sobre os demais meios. That's really a shame for us!

Foto: pestinha94.blogs.sapo.pt

Valor do transporte

Para sair de um bairro de Barueri, na região metropolitana de São Paulo, para trabalhar na capital, caso tenha de tomar apenas o trem, o trabalhador gastará cerca de R$ 110,00 dependendo do número de dias trabalhados. Caso tenha de tomar ônibus, a conta aumenta. Não gastará menos que R$ 130,00, em média.

O contribuinte ou o seu empregador é quem paga pelo custo, sendo que boa parte do valor fica com as empresas privadas, no caso dos ônibus.

Em Lisboa, há um sistema interessantíssimo. No início de cada mês, o usuário de transporte que possui uma carteirinha pode comprar o passe. Isso só pode ser feito no primeiros 10 dias de cada mês, quando o passageiro que só circula em Lisboa compra o passe L, por 30 euros e circula livremente em todos os meios de transporte: Autocarros (ônibus), Electros (bondes), Comboios (trens) e no Metro.

Em alguns casos, paga-se mais por um trecho maior, mas as tarifas mais caras são de cerca de 70 euros. E você pode usar: QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIO!!!

Repetindo: QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIO!!!

Caso opte pelos outros passes (L1, L12 ou L123) o preço aumenta, bem como o raio de abrangência das viagens a que o cidadão tem direito.

Muito bom o sistema brasileiro, não?!

E se engana quem pensa que a qualidade dos serviços dele é inferior. Nada disso. É tudo coisa boa. Os autocarros possuem piso baixo, pois pensam em seus idosos. Aqui, o idoso tem de escalar, literalmente, as escadas dos nossos "busões" que são tão bons, não é senhores tucanos e demonicráticos?

También los hemanos están mejores que nosotros

Mesmo na Argentina, o transporte é mais barato e funcional (tudo bem que são velhos os meios, mas são baratíssimos). Para o trabalhador, preço ainda vem antes de qualidade.

É por essas e por outras que o candidato à presidência da república que adora privatizar tudo (por que não vende a mãe?!) não deve mentir de modo descarado e pensar que nós somos trouxas. Não existe expansão, a não ser no bolso de alguns!

21 de julho de 2009

LUANDA É AQUI

Depois de tantos anos, finalmente, eu te encontrei;
Apesar dos pesares, tudo agora vai ficar bem.

Em mim ficou a ferida de te ver assim partir
E esta guerrilha sem razão que tem destruído meu país.

Será que um dia vamos ter esperança e dignidade?
Será que um dia vamos achar velhos amigos, igualdade e paz?

Muitos longe estão, atravessaram este continente,
Que tem sido explorado por aquela gente!
Que consigam sonhos realizar, manter a fé e não desanimar,
Ainda que não voltem a Luanda.

Miséria, fome e guerra: trio inseparável e vil;
Presente não só em Angola, mas também em partes do Brasil.

Há gente de bem que morre, enquanto muitos maus não;
Não ainda lá, mas a caminho da temível destruição.

Será que um dia haverá justiça e paz em todo lugar?
Amor fraterno, pois que nós somos irmãos: liberdade em nossos corações.

Muitos longe estão: além das fronteiras da razão.
Bebidas, drogas, desemprego com a péssima educação;
Junte tudo isso, receita boa pra formar bandido
Que tem sido usada em nosso país e no Brasil.

6 de julho de 2009

Quinta eterna

Nada há mais monótono, depressivo ou desencorajador do que uma manhã cinzenta de quinta-feira. Da última vez em que tive um dia assim, não vi o dia passar. Não porque tenha sido rápido. Simplesmente, não passou, não empolgou, não nutriu, tampouco partiu. Pior que isso: ela se estendeu.

1 de julho de 2009

Não nos calaremos ante o supremo




Aderi à campanha:













11 de junho de 2009

EDUCAÇÃO É MAIS DO QUE ESTAR NA ESCOLA

Muito se fala sobre a educação e o seu papel no desenvolvimento do indivíduo e da sociedade. Os governos têm se preocupado em priorizá-la por meio de diferentes objetivos. Mas, que tipo de ações educacionais implementaram: qualitativas ou quantitativas?

Acordos com a Organização das Nações Unidas (ONU) prevêem a erradicação do analfabetismo, a qualidade no ensino e o fim da evasão escolar. São metas louváveis. Porém, o Brasil está longe de atingir esses objetivos, uma vez que – as ações não visam à educação das crianças e adolescentes, mas, sua escolarização. Segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), em sua página eletrônica, houve cerca de 34 milhões de matrículas no ensino fundamental em 2004 e 10 milhões no ensino médio regular, com apenas 676 mil no nível técnico.

O número dos que ingressam no ensino fundamental é considerável; porém, muitos não concluem o ensino médio. As vagas nas escolas técnicas são insuficientes para a demanda de alunos que concluem o ensino fundamental. Grande parte dos que não tiveram uma formação técnica encontra maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho.

A escola deveria ser o lugar onde os alunos aprendessem uma profissão, a relacionar-se com os outros e preparar-se para a vida adulta; pois, além da função pedagógica, a escola tem essa função social. Não faz muito, havia aulas de música, filosofia e oficinas profissionalizantes nas escolas de ensino regular, para citar alguns exemplos.
Em um mundo tão racionalista e violento, a música traria bons sentimentos para o jovem; conhecer uma profissão lhe daria a auto-estima e a segurança necessária para enfrentar desafios; e, ao refletir sobre o mundo em que vive, encontraria respostas às suas questões, ou o caminho para elas.

Talvez, o custo desse tipo de escolas seria insignificante, perto das possibilidades futuras, porque além de diminuir o analfabetismo, resolver-se-iam muitos problemas sociais como a falta de oportunidades e a violência desmedida.

Quanto ao número de matrículas, não pode ser interpretado como pessoas alfabetizadas por não representar a realidade da educação no Brasil. Hoje, é possível verificar um sem número de adultos que são analfabetos funcionais, lêem sem entender plenamente os significados e têm sua vida social prejudicada. Segundo estudos do INEP, a leitura dos alunos brasileiros é deficiente.

Os dados constam no relatório do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), encontrado na página do INEP. No relatório global Educação para Todos, divulgado em novembro de 2005 pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o Brasil é comparado a países como Hungria e Polônia, quanto aos alunos matriculados; quando a qualidade de ensino é o parâmetro, o Brasil equipara-se a Zâmbia e Senegal.

Para um país em desenvolvimento, é muito pouco. Países mais pobres, como o Chile, investem mais em educação e são comparáveis à Espanha e à Coréia do Sul, por exemplo. Pode-se afirmar que, no Brasil, há uma preocupação maior com o número de pessoas estudando do que com a qualidade do ensino.

Além disso, a família – tão carente de instrução quanto os filhos – não pode contribuir de modo significativo na educação formal dos seus, deixando aos governos toda a responsabilidade pelo ensino. Não basta priorizar a escolarização, mas a educação. Existem bons exemplos a serem seguidos. Imprimir qualidade ao ensino é o que se deve fazer para que as crianças de hoje vivam em uma sociedade mais esperançosa, igualitária e humana, no amanhã.

31 de maio de 2009

Susan Boyle não perdeu. Ela ganhou. E muito!

Há algum tempo escrevi o texto abaixo, que trata do fenômeno Susan Boyle como um fenômeno midiático. No texto, afirmo que não é apenas isso. Contudo, também é isso (que doideira)!

Embora tenha perdido o concurso, ela ganhou muito em notoriedade. E, por que não, nós também? Ganhamos muito ao ver alguém como ela. Segue texto escrito há algumas semanas:

Foto: hitnarede.com
Mais que imagem, o talento arrasta o público

Não vejo outra forma de explicar o "fenômeno midiático" (creio ser mais correto afirmar que se trata de um fenômeno musical, e por isso chamou a atenção) se não passar primeiro pelo fato daquela senhora ter um talento fora do comum.

Bem, talento a parte, inicio a análise do fenômeno pelo fenômeno. Uma vez que algo é curioso, inusitado ou inesperado, o interesse do público aumenta. De modo estereotipado, o público estava condicionado a enxergar pessoas como Susan Boyle um fiasco, seja qual for a situação a que estejam expostas.A balançada que ela dá na cintura logo após ter divulgado sua idade provoca risos na platéia e entre os jurados.

É uma imagem forte. Citando Ciro Marcondes Filho, a imagem é "o sentido mais preciso para sua (referindo-se ao homem) orientação". Sem envolver o talento (se é que isso é possível), o fato de ter ocorrido uma surpresa ao público, algo inesperado e que quebrou o mesmo estereótipo anteriormente criado, conduz com essa mesma força a busca desencadeada na rede mundial de computadores.

O fenômeno Susan Boyle se fortalece na medida em que os anônimos de talento de todo o mundo se realizam na fantasia de que poderiam ser elas as cantoras daquele palco, como afirmam Santaella e Nöth.

No momento em que ocorre a identificação, há também uma opinião formada, que no caso de Boyle foi a mais favorável possível.Susan quebrou paradigmas que os próprios meios e a sociedade impuseram aos seus programas formatados. As pessoas estão carentes de personalidades. As celebridades tomaram seu espaço.

Claro que pode ser mais agradável ou belo (e o conceito de belo é bastante discutível, especialmente nesse caso) ver uma celebridade como a jurada que aparece no programa, mas ouvir Susan nos faz pensar que ela é uma personalidade, independentemente de sua imagem. E, sim, é uma exemplificação do belo, tal qual uma foto de Sebastião Salgado.

2 de maio de 2009

Piracicabano pode vencer prêmio de música erudita

Fonte: www.quintetovillalobos.com.br






Luís Carlos Justi integra o Quinteto Villa-Lobos, que está na final do Carlos Gomes.

Piracicaba terá um músico entre os finalistas do Prêmio Carlos Gomes de música erudita, uma das premiações mais importantes do país. A entrega dos prêmios será no dia 11 de maio, em um conhecido espaço artístico da capital: a Sala São Paulo.

Luís Carlos Justi toca oboé no Quinteto Villa-Lobos, que concorre na categoria de melhor conjunto de câmara. O grupo chega à final credenciado pelas turnês no interior do Estado do Rio de Janeiro, bem como os eventos realizados no Chile, Paraguai, Peru e Equador, em 2008.

Na Escola de Música de Piracicaba estudou com Ernst Mahle e José Davino Rosa. Na mesma escola, obteve o primeiro lugar do II Concurso Jovens Instrumentistas do Brasil, em 1973. Mais tarde, se aperfeiçoou na Escola Superior de Música e Teatro de Hannover, Alemanha, pelo DAAD, Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico.

Justi é doutor em música com a tese Uma visão da interpretação em Villa-Lobos – o Duo para oboé e fagote. É diretor artístico do Festival de Música de Câmara de Caxias do Sul e do Festival Internacional de Música Brasil-Alemanha, um convenio da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) com a Escola Superior de Música de Karlsruhe, Alemanha.

Além de Justi, o quinteto conta com os professores universitários Antonio Carrasqueira, flauta; Paulo Sergio Santos, clarinete; Philip Doyle, trompa; e Aloysio Fagerlande no fagote. Este, assim como Justi, é doutor em música com uma tese sobre Villa-Lobos. “Assim, somos dois "doutores" em Villa-Lobos no QVL”, ressalta o piracicabano.

21 de abril de 2009

Ronaldo e a águia

Fonte: SXC
Será que alguém mais além dos corintianos acredita que ele volta à seleção?

Pois se há cinco meses só a fiel torcida acreditava, hoje a história é bem diferente. Tal como a águia, Ronaldo mostra sua capacidade de recuperação.

A águia vive cerca de 70 anos, assim como alguns dos humanos. Contudo, elas enfrentam um desafio imenso ao chegarem à metade de sua vida. Isso porque seu bico e garras se encurvam de tal modo que a caça fica impossibilitada.

Diante da situação adversa, ela tem duas opções: morrer de fome ou quebrar o bico, esmurrando-o nas rochas, bem como com as garras.

Elas escolhem a segunda opção. O processo é doloroso; mas, terminado, eis que surge uma nova criatura. Da mesma forma, muitos de nós temos momentos cruciais em nossa vida. A atitude em relação ao problema é o que vai determinar nossa sobrevivência.

Ronaldo não está novo ainda, mas o processo de renovação está quase concluído. Quem sabe com um título!

29 de março de 2009

Quem se engana com Obama?

Fonte: sxc.hu
Um negro com idéias neo-liberais. Não que um negro não seja a pessoa ideal para liderar o mais poderoso entre os países deste planeta, mas a cor da pele não significa nada se as atitudes não forem condizentes.

Menos de dois meses no poder e ele já anunciou a ida de milhares de soldados yankees ao Afeganistão. Luta pela liberdade? Defesa dos ideais democráticos? Só se for para os interesses dos norte-americanos.

Ah, e tem mais: ele não é um Messias. É apenas mais um americano. E como americano (dos Estados Unidos) ele também adora uma guerra. É uma coisa arraigada no DNA daquele povo.

A indústria bélica precisa de uns trocados. Seria essa tática uma maneira de driblar a crise?

Todos sabem: Para resolver crises econômicas, faça a guerra!


Lula tinha razão, esse rapaz precisa de inteligência divina, ou fará tolces maiores que as cometidas por Bush.

1 de fevereiro de 2009

Brasil: Um país de todos!

Autor: Alex de Souza - Ponte Antártica, SP
Um prefeito queria construir uma ponte e chamou três empreiteiros:

um japonês, um americano e um brasileiro...

- Faço por US$ 3 milhões - disse o japonês:
- Um pela mão-de-obra.
- Um pelo material.
- E um para meu lucro.

- Faço por US$ 6 milhões - propôs o americano:
- Dois pela mão-de-obra.
- Dois pelo material.
- E dois para mim... mas o serviço é de primeira!

- Faço por US$ 9 milhões - disse o brasileiro.
- Nove paus? Espantou-se o prefeito. Demais! Por quê?
- Três para mim.
- Três para você.
- E três para o japonês fazer a obra.
- Negócio fechado! Respondeu o prefeito.

30 de novembro de 2008

Globalização: Uma visão otimista! Uma visão humanística!

Autor: SXC
"Agora que estamos descobrindo o sentido de nossa presença no planeta, pode-se dizer que uma história universal verdadeiramente humana está, finalmente, começando.

A mesma materialidade, atualmente utilizada para construir um mundo confuso e perverso, pode vir a ser uma condição da construção de um mundo mais humano.

Basta que se completem as duas grandes mutações ora em gestão: a mutação tecnológica e a mutação filosófica da espécie humana" (SANTOS, 2000:174).
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SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo / Razão e Emoção. São Paulo, Hucitec, 1996.